O mundo dá voltas...

24.2.06

Pré-carnaval

Pré-carnaval

O trânsito de São Paulo denuncia que tem um feriado se aproximando, é absurdo! Ontem tive que pegar um pequeno trecho da Avenida dos Bandeirantes, a porta de saída para a Imigrantes e, assim, das praias. O que tinha de caminhão e carro cheio de gente e mala, já era muito. E ainda era quinta-feira. Hoje tenho medo de sair por aí. Vou trafegar o mínimo possível.

E parece que, no final das contas, talvez viajaremos no feriado. A Déa me avisou que liberou uns espaços no quarto em Ilhabela e pode ser que passemos por lá no domingo e fiquemos até terça. Seria bem legal! E o Nando não conhece a Ilha mais que Bela. O difícil será convencê-lo a ir para a praia, já descobri que não é a atividade preferida dele...

22.2.06

Sobre U2

Sobre U2
Estou super cansada, mas valeu a pena. Os braços dóem de tanto bater palmas para o alto, as pernas dóem de tanto andar até chegar no carro no meio daquela muvuca da saída. Mas tudo valeu a pena!!

Sobre o que vi por lá:
- O Frans Ferdinand é muito bom! Eles merecem o parabéns por conseguir levantar bastante o público que não estava lá por causa deles. Em "Take me out" todos cantaram com eles e o aquecimento que cabe à banda de abertura estava completo. Quem estiver no Rio de Janeiro e estiver em dúvida sobre ir ao show deles, não tema, é bom.
- O U2 desconstruiu a idéia de que a platéia deve olhar para o palco. E quem quer que tenha inventado os efeitos especiais e aquela tela gigantesca merece prêmios. Eu estava na arquibancada mais ao fundo e acho que aquela posição foi a ideal para assistir a esse espetáculo.
- O Bono me pareceu menos teatral e mais musical ontem que na segunda-feira, pelo que vi na TV e li nas notícias. Claro que o discurso foi feito. E acho mais que ele tem que fazer. Quem melhor do que um ídolo pop para tentar embutir idéias de igualdade social, racial, liberdade religiosa e direitos humanos? Mas, como disse outro leitor, nem todos escutam.
- A Cinderela de ontem se chamava Desire e chamou a atenção do Bono por isso mesmo. Apesar de, para nós, este ser um nome francês, eles acharam que era como a música deles, que fala de "desejo" (desire, em inglês). Tocaram para ela a música que tinha o nome dela e todos se divertiram. Beijos, só no rosto, e para o The Edge também.
- Lula e Bush foram vaiados na apresentação de ontem, quando a imagem de ambos aparecia no telão. A amizade do vocalista com nosso presidente não comoveu e, pelo menos para quem estava lá, não parece que a popularidade dele subiu como dizem as pesquisas.

21.2.06

Momentos felizes...


Momentos felizes...

Para resumir os acontecimentos dos últimos 10 dias, vamos às imagens (em sentido horário):

1) As quatro mulheres: Si, Dani e eu - a quarta é a Verônica, na barrigona da Dani - isso no casamento da Ká, irmã da futura mamãe, no sábado retrasado (dia 11)
2) Encontro no Dublin com a Mylena, a primeira amiga carioca que eu tive, no último sábado. Me assustei quando a vi de cabelo curto. Quem conhece a menina deve imaginar meu susto.
3) Caru e eu em foto no Rasgueira, quando só estávamos nós duas... esquecemos de tirar mais fotos nesse encontro. Isso mesmo com a presença ilustre da Vanessa e o furo super indesejado da Joaninha, que brigou com o ônibus todo, mas teve que atrasar...
4) Dançando valsa com meu irmão na formatura dele... isso foi logo depois de o Nando bater meu carro. Olhem como eu consegui abstrair!

5) Na casa da Alê, na festinha do aniversário dela. Ri muito... afinal, o Léo não é um bom amigo?

13.2.06

Lições de vida

Lições de vida

Ontem ouvi uma história muito boa para aprendermos a valorizar até os momentos ruins. Quem me contou foi o Nando, que bateu meu carro no sábado, quando estávamos indo para a formatura do Júlio. Vou tentar me lembrar da história inteira, mas é mais ou menos isso:

Havia um menino e seu velho pai, que moravam em uma fazenda, próximo a um vilarejo. Um dia um cavalo selvagem passa pela área da casa deles e o menino laça o cavalo. Assim, ele monta uma área para seu novo cavalo, cercando-a e alimentando o cavalo.

Chegam pessoas do vilarejo e falam para o velho:
- Como seu filho tem sorte.
- Mas por quê? - pergunta o velho pai
- Porque não tinha nada e agora tem um cavalo.
- Pode ser sorte, ou pode ser azar.

Dois dias depois o cavalo foge e as pessoas comentam com o velho:
- Que azar teve seu filho.
- Mas por quê?
- Porque cuidou do cavalo e ele fugiu, agora não tem mais nada.
- Pode ser sorte, ou pode ser azar.

Mais uns dias se passam e o cavalo volta, com uma manada de cavalos. Novamente, o povo fala com o velho:
- Que sorte grande a do seu filho, né?
- Mas por quê?
- O cavalo que fugiu voltou e agora ele, que não tinha nada, é o mais rico do vilarejo, pois tem muitos cavalos.
- Pode ser sorte, ou pode ser azar. - mais uma vez diz o velho.

Algum tempo depois o menino monta em seu cavalo, cai e quebra a perna. O pessoal enxerido volta a comentar:
- Que azar...
- Mas por quê?
- O cavalo fez com que seu filho quebrasse a perna, agora ele vai ficar dias sem poder andar.

No dia seguinte o exército convoca todos os homens jovens a seguir para a guerra e o menino, por estar com a perna quebrada, não é convocado.
- Que sorte tem seu filho - comentam.
- Mas por quê?
- Porque não vai à guerra e em breve voltará a andar.
- Pode ser sorte, ou pode ser azar.

Moral da história: sempre que algo bom demais ou ruim demais acontece, pode ser sorte, ou azar, mas sempre será uma oportunidade de aprendermos as lições e esperarmos um revés.

Ah, sim, e o que aconteceu com o carro me dói no coração, mas podia ter sido pior, sempre podia.